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Um breve passeio pela Serra Gaúcha!

Já fazia um tempo que eu estava para fazer essa postagem. Espero ajudar com algumas dicas para quem quer conhecer a Serra Gaúcha. Se você tiver mais algumas sugestões, mande para mim! =D

Ir à Serra Gaúcha saindo de Porto Alegre é muito fácil! Do aeroporto é possível pegar um ônibus de viagem que faz o trajeto até Gramado. Basta comprar a passagem no guichê da empresa Citral, que fica no térreo. Sai de hora em hora. E a viagem dura, em média, 2h20min. Para mais informações você pode acessar o site da Citral, clicando aqui.

O objetivo da nossa estadia em Gramado era conhecer algumas vinícolas. Já conhecíamos os principais pontos turísticos da cidade, então, decidimos passar apenas duas noites.  Ficamos hospedados no Hotel Provence Gramado Tissiane (ver site aqui), onde os funcionários foram muito prestativos e solícitos com as nossas demandas. O hotel oferece alguns tipos de acomodação. Escolhemos uma acomodação mais simples, pois estávamos terminando as férias, o que significa:  GRANA CURTA! Excelente custo/benefício e café da manhã farto. A decoração provençal do hotel deixa o espaço aconchegante e muito romântico para os casais. Numa conversa com um agente de turismo da região, fui informada que se hospedar em Canela é muito mais barato para o turista. A alimentação lá também é mais em conta do que em Gramado. Então, acho que vale a pena a pesquisa para quem quer economizar.

Na minha opinião, o maior atrativo da Serra Gaúcha são as vinícolas. Mas e os demais pontos turísticos? É um bom passatempo para quem está  de férias por lá, mas que não custam nada barato visitar. A maioria são propriedades particulares onde você paga um ingresso salgado. Para um desavisado, a Serra Gaúcha se torna um chamariz de compras. Em todos os locais que você for, você pagará para entrar e terá uma oferta de compras. Não tenho nada contra, não! Vamos aquecer a economia local! Mas acaba sendo um destino caro, no fim das contas!

Há diversas agências de turismo em Gramado, Canela e demais cidades da Serra. A maioria delas te oferece uma vasta opção de passeios pelas diversas cidades da Serra.  Ligue, entre em contato por e-mail e se informe! Eu contratei a Tur Gramado, onde foram pontuais, prestativos e educados.  Contratamos a agência para o passeio para as seguintes vinícolas: Casa Valduga, Miolo e Lídio Carraro. Como brinde, ganhamos o City Tour por Gramado e Canela que veio bem a calhar, pois embora estivéssemos na penúltima semana de janeiro, chovia bastante. O clima na Serra é incerto. Já fui em outro momento de Janeiro e literalmente assei por lá. No início desse ano, choveu muito!

O City Tour passou pelos principais pontos turísticos da cidade:

1- O Lago Negro

Lá é possível passar uma manhã ou tarde bastante agradável! Pode dar a volta no lago caminhando. Andar de pedalinho é uma das opções.DSCF0391

2- Minimundo

Um parque particular com miniaturas de vários lugares do mundo. É muito bacana e gostei de conhecer. As crianças adoram!

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3- Casa de Papai Noel

(Não fui. Não gosto de Noel e sua família! rssrs… Mas existe essa opção tb! =)  )

4- Cristais de Gramado

Além de boas compras, você poderá aprender como fazem objetos de cristal! =D

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5- Mundo a Vapor

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6- Passeio de Teleférico

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Vinícolas:

1- Casa Valduga ( a melhor visita do dia, com certeza! Pagamos R$10,00 pela taça e onde encontramos as melhores opções de vinhos, as melhores explicações. O atendente que nos acompanhou na visita foi muito educado e foi solícito para esclarecer nossas dúvidas)

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Muita gente, pouca atenção, mas boa oferta de vinho, com preços variados.

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3- Lídio Carraro

(Vinícola Boutique. É a casa dos proprietários da vinícola. É  o local onde apresentam e vendem os vinhos.  Paga-se uma quantia mas que pode ser revertido para abatimento no preço de uma garrafa.)

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Essas são algumas dicas. Espero que possam ajudá-los! =D

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Um pulinho ali em Foz do Iguaçu

Sem sombra de dúvidas, vale a pena sua visita nem que seja aquela escapada de final de semana prolongado. Isso mesmo! Você não precisa de uma semana para conhecer as principais atrações de Foz do Iguaçu e cidades vizinhas. Se você tiver pique e seu dia for bem planejado, com certeza, 4 dias são suficientes. Se você estiver de carro (com o seu ou alugado) é sinônimo de tranquilidade e economia! Pode acreditar. Para mim, foi uma excelente escolha para terminar as férias. A seguir, um roteiro basicão e para quem quer economizar, com os pontos turísticos de Foz, em ordem de prioridade (minhas, claro!).

1º dia: chegada ao aeroporto de Foz por volta das 11h30. Se tiver carteira, alugue um carro. Se não tiver, pegue um táxi até seu destino. Alguns hotéis (muito, muito poucos) fazem o serviço de translado gratuito. Outros cobram quantias módicas. Escolhemos o Hotel Harbor Colonial que fica a menos de 10 minutos do aeroporto e a corrida sai por menos de 10 reais. Você pode deixar as malas por lá, mesmo sem ter feito o check-in (após às 14h).

Se estiver de carro, vá ao centro. Aproveite para conhecer a tal feirinha (não há nada de exclusivo!) e depois vá ao Shopping Cataratas JL. Lá você pode almoçar e comprar alguma coisa para comer caso você esteja em um hotel distante do Centro.

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Com as compras no carro, você pode ir até a Mesquita Islâmica, que fica perto dali. Da Mesquita, na volta você pode parar para conhecer o Museu de Cera Dreamland e Parque dos Dinossauros (nada fenomenal mas não é um dinheiro mal gasto, especialmente se você é professor e pagou meia como eu! ). À noite, você pode ir até a cidade de Puerto Iguazu, na Argentina, jantar, com direito a parada no Duty Free antes se não estiver morrendo de cansaço, claro.

2º dia: Parque Nacional das Cataratas/ Macuco Safari/ Parque das Aves. Afinal, é para isso que vamos até Foz (ah! tem o Paraguai, é verdade!).

O ingresso do Parque Nacional custa R$37,00 para brasileiros e tem uma boa infraestrutura. Depois de passar pela bilheteria você pega um ônibus que circula naquela imensidão e te deixa nos principais pontos turísticos. Eu fiz a trilha dos mirantes primeiro. É quase uma hora de caminhada já que certamente você irá parar para tirar trocentas fotos daquelas maravilhosas quedas d´água.

Depois fui ao Macuco Safari (clique aqui). O ingresso para esse passeio custa R$170 reais e você pode comprá-lo na entrada do Parque ou na Parada do Macuco mesmo. Sim, é caro. Sim, vale muuuuito a pena! Depois de uma trilha de 2 km percorrida por carrinhos elétricos, a gente caminha até o pier por cerca de 600 metros de descida. Nada difícil. Sinceridade, não consigo descrever o que é tomar “banho de cachoeira” na Garganta do Diabo.  (Ah! Se resolver fazer o passeio, leve roupas para se trocar porque até sua alma fica encharcada).

Trocou de roupa?! Não esqueceu nada? É só pegar o carrinho e de volta à parada do ônibus , se quiser comer alguma coisa há um lugar pra isso no parque. E lembre-se, não alimente os quatis (trombadinhas!!! Eles assaltam em quadrilha por isso não dê mole com suas bolsas).

Está sem fome pois fez um lanchinho?  Saia do parque e atravesse a rua e você estará no Parque das Aves. A entrada é R$24,00 mas aceitam meia entrada para estudantes e professores. (Ahazô, Parque das Aves!)

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Como eu não havia procurado informações sobre o lugar, eu subestimei o Parque. Não achei que tivesse tanto o que ver, que fosse tão grande e tão legal! Esse é o tipo de lugar onde você entra nos viveiros da maioria dos pássaros. E o que mais me chamou a atenção é ver que são bem cuidados, ao contrário de muitos zoológicos por aí.

Depois disso tudo está exausto? Boa piscina pra você! Aproveite que nesta época do ano o sol se põe bem tarde. Nesta foto, por volta de 20h45.

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3º dia: Paraguay, beibe!

Se você é daquelas que tem vontade de ir a Ciudad del Leste só para conhecer e está sem um tostão no bolso e ainda por cima em grupo de turismo, escolha ir para outro lugar! Não cometa o mesmo erro que eu! rsrsrs… Dê seu jeito e vá de ônibus. Não dependa do grupo porque se você terminar sua caminhada e suas compras bem cedinho você terá de ficar esperando até o horário combinado com a agência.

O que você vai encontrar? Muitos camelôs a quem você só deve dar atenção se realmente estiver interessado em algum produto, geralmente replicados e falsificações grosseiras. Muitos vendedores ambulantes, que podem ser bastante insistentes a ponto de te seguir (se isso acontecer, entre em uma loja movimentada). São diversas lojas de rua, shoppings e galerias do mais do mesmo. Coisas realmente mais em conta que no Brasil. Outras o mesmo preço. Se você é “sacoleira de luxo” ou viciada em cosméticos e perfumes, seja bem vinda. Prepare seu cartão de crédito desbloqueado e tire da carteira seus dólares economizados.

Se você não quiser ir ao Paraguai, você pode ir às Cataratas pelo lado argentino. Atente para o detalhe mais importante: só aceitam peso e dinheiro. O passeio vale muito a pena porque a maior parte das quedas de água estão do lado argentino e o visitante pode ter uma perspectiva diferente sobre o lugar. Então, troque seu dimdim, prepare sua capa de chuva e vá ser feliz!

4 º dia: Templo Budista / Marco das 3 Fronteiras / Itaipu: Lugares do Lado oposto da cidade. Oposto ao aeroporto e ao Parque das Cataratas.

Não adianta querer chegar de busão! A menos que você esteja se preparando para uma maratona, te aviso que é uma caminhada looooooonga. Mesmo. Vá de carro (alugado ou táxi). É o jeito.

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Lugar incrível para visitar. Nunca estive em um templo budista antes e conheço bem pouco de sua filosofia. Mas ver tantas imagens de budas diferentes me deixou curiosa a respeito de quem são e o que significam. 10942758_10204978961809101_5846228765722780861_nVocê pode pedir ao motorista de táxi para te esperar. Dali, você pode seguir para o Marco das 3 fronteiras. O lado brasileiro é “caído”. Infelizmente, o governo de Foz deixou de lado aquela região que tem um super potencial turístico. Começaram a construção de um pier e abandonaram o projeto. Por ser distante mas próximo a uma região bem arborizada e às margens do rio poderia ter um restaurante ou um parque. Enfim, tem uma lojinha e alguns painéis para fotos e só.

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O Marco das 3 fronteiras está próximo da Usina de Itaipu. Não fiz a visita porque este tipo de passeio não me atrai.  Fica por sua conta visitar e me contar depois, ok?!

Buenos Aires: tchau!

13.01.2015. Não era para ter sido o último dia em Buenos Aires. Nosso vôo estava programado para às 5h30 da manhã e deveríamos chegar ao Aeroporto de Ezeiza com duas horas de antecedência. O tempo de deslocamento ficaria em 30 a 40 minutos. Se você fizer uma conta rápida já entendeu que foi uma noite mal dormida. Entramos na fila da GOL por volta das 3h15 da madruga para o check-in e fomos (des)informados de que nosso vôo não existia mais há 3 meses. Questionamos o motivo de não sermos avisados e é claro a companhia aérea colocou a culpa na operadora de viagem. Enfim, fomos realocados num vôo direto a Porto Alegre às 12h30 e recebemos um voucher de desjejum que nos dava direito a um farto café da manhã com duas medias lunas e uma xícara de café com leite para cada um. Que rico!

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Dormi. Li. Comi. Chorei com a minha pobreza no Free Shop. Escrevi para o blog. Conversei. Fiquei irritada. Fui ao banheiro umas 5 vezes. Caminhei. Embarquei. Finalmente! E até hoje foi o pior vôo de toda minha vida. Nunca andei de bugre nas praias e dunas do nordeste, mas essa foi a primeira imagem que me veio à cabeça para descrever o que foi um vôo de 1h15 minutos de turbulência. Eu detesto montanha russa. E a sensação de estar em uma delas a 10 mil metros de altitude com o piloto desviando de vento é insuportável. Tive medo. E os demais passageiros também, mesmo os que não gritaram. Não dava para ser muito racional nesse momento.  Apertei as mãos do meu marido. Fechei os olhos, cerrei os dentes e orei.

Depois que as lombadas em altitude passaram, mas não o suficiente para ter tido serviço de bordo, fiquei pensando no que as pessoas que morreram em acidente aéreo sentiram ao ter consciência do que estava acontecendo e da tragédia em que estariam envolvidos. Senti angústia. Eu só queria descer. Só isso. No entanto, quando o avião começou o processo de aterrissagem meus ouvidos começaram a doer de maneira insuportável. Foi a pior dor de ouvido da minha VIDA INTEIRA. Terrivelmente aquilo durou quase 10 minutos para o meu desespero. Fiquei um pouco ensurdecida por algumas horas.

Finalmente, chão firme. Almoçamos e fomos procurar a agência Veppo para comprar as passagens para Gramado. Tivemos que esperar mais 1h para embarcar. Às 20h chegamos em Gramado com 40 quilos de bagagem para aproveitar a cama e o chuveiro quente que a cidade poderiam nos oferecer e quem sabe passear pelo centro. Começou a chover.