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Susan Boyle é internada em clínica psiquiátrica em Londres

Segundo informações publicadas pelo jornal O Globo, a escocesa Susan Boyle, que no sábado perdeu a final do programa de calouros Britain’s Got Talent, foi internada neste domingo em uma clínica psiquiátrica em Londres, segundo relatos da mídia britânica.

Segundo o tablóide The Sun, a cantora foi internada na clínica Priory com exaustão. A Priory é famosa por tratar celebridades dependentes de drogas ou com crises de depressão.

A polícia metropolitana de Londres confirmou ter recebido um chamado por volta das 18h de domingo de médicos que atendiam uma mulher com uma crise psicológica em um hotel da capital.

Segundo a polícia, a mulher, cuja identidade não foi confirmada, entrou voluntariamente em uma ambulância para ser levada à clínica.

A pedido dos médicos, os policiais acompanharam a ambulância.

A clínica Priory disse não poder “confirmar nem negar os relatos” de que Susan Boyle se internou no local.

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E não deu para a Susan Boyle…

Susan Boyle
Susan Boyle
Eu não costumo acompanhar nenhum tipo de Reality show ou concursos de talentos promovidos pelas emissoras de televisão, sejam nacionais ou internacionais. Mas é fato que a popularidade de Susan Boyle alcançou a esta humilde e alienada pessoa que vos escreve. Como sou curiosa decidi pesquisar rapidamente sobre a escocesa de 47 anos, que se tornou mundialmente famosa por nunca ter sido beijada, por sua aparência e por seu talento. Susan Boyle apareceu pela primeira vez no programa “Britain’s got talent” em abril deste ano. Sua habilidade vocal surpreendeu os jurados que, precipitadamente, a desqualificou. É fácil compreender os motivos. Basta ler as notícias sobre ela:

“A escocesa de cabelo rebelde, não se parece em nada com uma estrela. É gordinha, de aparência melancólica e não tem o sorriso típico das celebridades. Mas sua voz de ouro a tornou uma das favoritas no “Britain’s got talent” e celebridade da internet. O vídeo da primeira apresentação da caloura no programa já ultrapassou a marca dos 60 milhões de acessos no YouTube.” (G1)

“Em sua estreia no palco, a cantora foi à frente das câmeras do programa de calouros com seu jeito deselegante e seu modo peculiar provocando risos na plateia, que supôs que ela não sabia cantar. Mesmo com o deboche dos jurados e do público, ela foi classificada e logo ganhou apoio de celebridades como Demi Moore, Kelly Clarkson e Ashton Kutcher”(UOL Música)

O “fenômeno global” Susan Boyle foi construído rapidamente com aparições nos programas de televisão da Oprah Winfrey e Larry King. Ao iniciar minha pesquisa, ficou evidente a sua transformação – ainda que em estágio inicial. Susan terminou o concurso bem diferente da maneira como começou. Creio até que no próximo dia 12 de junho, Susan ganhará presentes! Aprendeu o caminho do salão de beleza, ousou nos figurinos de apresentação e até arrumou confusão com jornalistas e fãs que a procuravam (e provocavam). Creio que a moradora de Blackburn, o pequeno vilarejo escocês, já não voltará a cantar nas noites de karaokê do pub local. Já não permanecerá desempregada. Ganhou bonecas com seu rosto, uma proposta de um milhão de dólares para atuar em um filme pornô, foi convidada para cantar no musical Evita, entre outras mil coisas. Ah! Recusou apresentar-se para o Presidente Barack Obama e ganhará uma biografia.

Mas o que tem demais em Susan, uma senhora, de vida trivial, que pouco faria diferença se não fosse por sua participação no tal programa? Porque ela tornou-se interessante??? Não foi por sua voz, imagino. Penso que foi por sua não-adequação. Susan era “o diferente”. Estar no palco foi como um desafio aos padrões estéticos sustentados pela mídia e partilhados socialmente. O vídeo de sua apresentação foi acessado no Youtube mais de 60 milhões de vezes e tenho certeza de que não foi porque a canção interpretada – I dreamed a dream – seja deveras extraordinária. Talvez sua popularidade seja possível de explicar em razão do significado que há na escolha da canção e na interpretação em si.

A mídia posicionou-se. Não exitou em justificar a presença da escocesa e a reação dos jurados, da platéia. Como se houvesse a necessidade de justificativa! A personagem Susan passou a representar “uma lição a aprender, um episódio para ensinar: todos temos sido muito cínicos…” Lição moral?! Mudou alguma coisa? Apenas evidenciou, mais uma vez, o que todos nós já sabemos. Importa, na realidade, quem você aparenta ser. Infelizmente.

Susan, uma senhora de 47 anos mas com aparência de 60 anos, não impactou sua geração, não alterou o curso da humanidade, não promoveu nenhum tipo de revolução e não ganhou o concurso. Entretanto, no calor de sua efêmera popularidade, a sra. Boyle alcançou a nada pacata Springfield e conquistou um fã: Homer Simpson, que declarou publicamente querer ser como ela. Algo de muito relevância, não é mesmo?!

Final do Britain’s got talent 2009: apresentação de Susan Boyle – vestida elegantemente com um vestido prateado!



Final do Britain’s got talent 2009:apresentação do grupo de dança Diversity, vencedor do concurso.

Porque a Globo está divulgando série de reportagens positivas sobre os evangélicos?

Esta é a pergunta que todos os evangélicos deveriam estar fazendo, com profundo senso crítico e em oração, diante da recente série de reportagens a respeito da ação social dos evangélicos no Jornal Nacional, e de texto da edição de aniversário da Revista Época, também de propriedade do grupo, sobre o crescimento da igreja e as consequências (também positivas) para a sociedade. A resposta certa, nenhum de nós pode dar de forma absoluta. As razões do coração de donos e editores dos veículos só eles guardam na sua intimidade. Mas algumas possibilidades devem ser relacionadas.
Apesar do fato de a repercussão, independentemente dos motivos da edição, serem muito favoráveis à igreja, com aumento da simpatia da opinião pública, mais crescimento numérico e até recursos para projetos sociais, é preciso que os líderes evangélicos fujam da tentação do deslumbramento com os 15 minutos de fama e aparente simpatia da Globo, até porque não se deve esquecer que esta mesma mídia até bem pouco tempo, às vezes com razão, outras nem tanto, enxovalhou a imagem da igreja evangélica sem dó nem piedade.
Por exemplo, seria ingênuo não pensar na possibilidade de existir por trás desta iniciativa, agora favorável, interesses políticos, comerciais, ou aqueles relacionados à perda de audiência. Outra possibilidade é que o crescimento surpreendente do número de fiéis evangélicos esteja gerando consequências não favoráveis para a empresa em questão e sua disputa com outras emissoras concorrentes, especialmente a que está ligada à Igreja Universal.

Outro fator importante a ressaltar, é o início da corrida para as eleições para presidente e governadores em 2010. E o fato do apoio dos evangélicos ser cada vez mais ambicionado pelas forças políticas, inclusive as financiadas por anunciantes da própria Globo.

Mas a hipótese de motivo das reportagens que desejaríamos seria a de uma decisão livre de reunião de pauta e de reconhecimento sincero do trabalho dos evangélicos pelos editores do jornal. Afinal de contas, foi para isso que, ao longo de muitos meses de trabalho, enviamos, como agência cristã de notícias, a dezenas de jornalistas daquela emissora informações que demonstram o lado outrora pouco divulgado pela mídia não evangélica.

Fonte: Notícias Cristãs