Arquivo da categoria: Desafio da vida saudável

Como começar a correr?

Comecei a correr por causa de um objetivo muito específico: melhorar meu desempenho em outra atividade física que realizo, o Krav Magá. Sou movida a desafios e pensar numa faixa nova me estimulou a superar alguns limites e obstáculos.

Eu nunca gostei de correr ou praticar esportes que exigissem correr. Mas decidi tentar. E fui além. Comecei a participar de provas de ruas e gostei.

O pior da corrida são as primeiras 4 semanas. É cansativo, o corpo dói. Você pensa que poderia estar fazendo outra coisa prazerosa em vez de estar ali, suando, correndo. Passado o primeiro mês, seu corpo se acostuma . Você passa a sentir falta. Muita falta.

Eu nunca começaria a correr sozinha. A companhia de uma amiga foi fundamental. O apoio e os puxões de orelhas mútuos foram importantes! E eu descobri que correr agrega pessoas. Encontrei em muitas provas meus amigos com quem dividi a alegria do início das provas e o desespero dos 2 km finais.

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Além de ter conseguido emagrecer durante este ano cerca de 15 kg, pareço ter estimulado algumas amigas a sair do sedentarismo. Isso é impagável!

Ok! Mas você deve estar se perguntando: como você começou ? Beleza! Eu pedi orientação ao meu professor de KM, que me orientou a fazer o seguinte:

  • Praticar 3 vezes na semana e descansar nos intervalos;
  • Intercalar caminhada forte com corrida lenta (trote);
  • Caminhada de 5 minutos e trote de 1 minuto;
  • Distância: 5 km
  • Tempo: 1 hora

No início, eu estava muito pesada e tão sedentária que não conseguia fazer 1 minuto de trote. Daí, comecei o trote com 30 segundos. E, óbvio, não consegui fazer esse circuito por 1 hora. Como eu fiz? 10 minutos de caminhada forte para aquecer, 4 repetições do circuito, 10 minutos de caminhada forte. Período de tempo: 1 mês.

Conforme fui adquirindo resistência e melhorando meu preparo físico, o tempo de trote foi aumentando e o de caminhada diminuindo.  No segundo mês, 5 minutos de caminhada forte, repetições de 5 minutos de caminhada forte e 2 minutos de trote, 5 minutos de caminhada mais lenta para descansar.

O desenvolvimento foi bom. No meu melhor desempenho, eu começo caminhando forte por 5 minutos, faço repetições de 10 minutos de trote e 3 minutos de caminhada forte, 5 minutos de caminhada lenta.

Eu indico um site que sempre consulto e acompanho as matérias sobre o assunto e inscrições para os circuitos de corridas de rua: Ativo.com. Lá, você pode montar uma planilha de corrida de acordo com seus objetivos! Dá uma olhada nessa planilha de corrida. Há muitos outros com o mesmo tema. Envolva-se! E tenha um bom tênis para não se machucar, viu?! E descanse, pois ir com sede e empolgação ao pode te fazer lesionar alguma coisa e não queremos isso.

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1º dia: por que não ser uma samambaia.

Caramba, como faz tempo que não passo por aqui. Como faz tempo que não exercito a escrita e talvez tenha muita dificuldade para continuar a colocar meus pensamentos “no papel”. Dizem que quando a gente não usa muito determinados músculos, eles atrofiam. Pois é. Acho que parte de mim está atrofiada. Parte de mim está escondida, com preguiça, sei lá.

Já adotando um clichê, há momentos na vida em que a gente para e faz uma reflexão sobre nossas atitudes, formas de pensar, comportamentos. Eu acho que minha vida é sempre marcada por isso. Quando me canso de pensar, eu simplesmente relaxo e deixo tudo de lado. Decido simplesmente existir, como todas as outras pessoas. Só que, para mim, existir é diferente de viver plenamente. Uma samambaia existe e ponto final. E às vezes me pego sendo apenas mais uma samambaia no mundo. Talvez seja pretensioso da minha parte, mas eu tenho uma necessidade (como diria um amigo filósofo, uma demanda) existencial de ser útil; de afetar de modo positivo o espaço e as pessoas ao meu redor. Mas isso desgasta, cansa. E quando estou muito desgastada, eu decido estar como uma samambaia.

As samambaias são legais. Não sou bióloga, não gosto de botânica, então não vou fazer qualquer descrição aprofundada e técnica das samambaias.  Mas acho que cumprem seu papel na natureza e na casa das vovozinhas e tias que gostam de jardinagem. Se estiverem sozinhas, em um vaso preso ao teto, em um ambiente interno, elas até podem impressionar pela cor verde de suas folhas e pelo tamanho que podem atingir. Mas se estiverem em um jardim, é mais uma planta. Não se destacam. Não fazem diferença. De repente, para crianças criativas como eu fui, podem servir para fazer comidinha para as bonecas e deixar as vovós loucas da vida! (Esta é minha memória afetiva das samambaias.)

É confortável ser samambaia. Basta se misturar na multidão e permanecer como mais um. Acordar, tomar café, ir trabalhar, voltar do trabalho, ir para a academia, dormir, acordar… Ser samambaia é um estado de espírito. É não se comprometer.  Não cansa. Não provoca rugas. Conheço muitas samambaias. E isso é possível já que existem mais de 10 mil espécie.

Percebendo que alguma coisa não está certa e que já passa da hora de colocar a vida de volta para seu eixo, é que decidi voltar a escrever. O blog serve para mim como um espelho. Tem efeito terapêutico já que eu não fico repensando minha escrita, não fico reescrevendo, recortando, censurando a mim mesma. Penso. Escrevo. Leio. Reflito. Posto.

Quando penso, sinto que deixo o estado de samambaia de lado. E talvez me faltasse isso. Apenas isso. Parar por alguns instantes simplesmente para pensar e escrever. Sendo assim, esse post marca o meu retorno.

Parece não fazer sentido tudo o que escrevi até agora. Tudo isso porque decidi me comprometer, publicamente, comigo mesma. Há tempos que me comprometo com muita coisa, com muitas atividades, mas me deixo de lado. Este ano, decidi que seria o meu ano. Já estamos chegando à metade dele e ainda não coloquei em prática as promessas do dia 31 de dezembro. Por isso, farei o esforço impossível para dedicar algum tempo do meu dia para mim. Simplesmente, para mim.

E esse esforço implica em emagrecer pelo menos 10 quilos até o final do ano. Vai ser um caminho longo, mas espero trilhar com bastante serenidade e compromisso. Vamos ver até onde consigo chegar, quais limites consigo ultrapassar.