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Minha alma é ruiva: resenha Kostume Kolor rojo

Desde o início da adolescência que a cor vermelha nos cabelos me encantam, mas minha mãe não me deixava pintar a juba. Tanto pedi que ela me autorizou a pintar depois que entrasse pra faculdade (?!). Para não contrariar a minha senhora, que prometeu me deserdar e desfiliar (inclusive se aparecesse com uma tattoo), esperei pacientemente com os cabelos virgens até os 17 anos, quando passei no vestibular. Não demorou muito para que eu decidisse experimentar as diversas tonalidades dessa cor chamativa mas encantadora.

Juro que já tentei me livrar de toda trabalheira que um cabelo vermelho traz, mas não consigo. É coisa de alma. A minha é ruiva. Pintei de duas tonalidades de loiro, mas fiquei tão apagada quanto a parede do meu banheiro sob sua luz fria. Perdi vivacidade. Me senti outra pessoa. Na época, por uma série de problemas, eu até tentei ser outra pessoa pra fugir de muita coisa. Mas nada como resolver os conflitos internos e assumir sua identidade e a minha está associada às madeixas vermelhas.

Pois bem. Começa aqui minhas experiências capilares em busca do tom de vermelho perfeito para celebrar meus 30 anos que já estão às caras.

Para começar, estou usando o tom 666 da Loreal, que pretendo mudar em breve. Procurei algo numa loja especializada e a vendedora me recomendou o Kostume Kolor, já que pedi a ela um realçador de cor.

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Então, comprei o Kostume Kolor Rojo. Depois de pesquisar é que vi que pertencia à linha crazy colors, ou seja, é um vermelho fantasia. Eu usei com água Oxigenada de 20 volumes, mesmo o produto dizendo que não precisava, pois eu não iria descolorir o cabelo. Fiquei com o tonalizante no cabelo por quase 40 minutos. O resultado foi uma escurecida nos fios , o que eu não queria! Sinceramente, até achei imediatamente que não havia nenhuma diferença. Só percebi mesmo no dia seguinte. Dependendo do tipo de luz, a cor fica ressaltada de uma maneira diferente. A primeira é sob uma luz fria. Na segunda foto, sob luz natural, ficou com uns reflexos rosados.

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Conclusões parciais:

– O tonalizante tem cheiro de pasta de dente.

– O meu cabelo não ressecou, mesmo usando a Oxigenada.

– Não chegou nem perto da cor que eu pretendia, mas não desagradou totalmente porque estou de peito aberto à procura da cor perfeita. Ou seja, super paciente.

– Ainda não lavei o cabelo, por isso não sei o quanto que vai desbotar e como vai ficar.

Aceito sugestões!

=)

 

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E não deu para a Susan Boyle…

Susan Boyle
Susan Boyle
Eu não costumo acompanhar nenhum tipo de Reality show ou concursos de talentos promovidos pelas emissoras de televisão, sejam nacionais ou internacionais. Mas é fato que a popularidade de Susan Boyle alcançou a esta humilde e alienada pessoa que vos escreve. Como sou curiosa decidi pesquisar rapidamente sobre a escocesa de 47 anos, que se tornou mundialmente famosa por nunca ter sido beijada, por sua aparência e por seu talento. Susan Boyle apareceu pela primeira vez no programa “Britain’s got talent” em abril deste ano. Sua habilidade vocal surpreendeu os jurados que, precipitadamente, a desqualificou. É fácil compreender os motivos. Basta ler as notícias sobre ela:

“A escocesa de cabelo rebelde, não se parece em nada com uma estrela. É gordinha, de aparência melancólica e não tem o sorriso típico das celebridades. Mas sua voz de ouro a tornou uma das favoritas no “Britain’s got talent” e celebridade da internet. O vídeo da primeira apresentação da caloura no programa já ultrapassou a marca dos 60 milhões de acessos no YouTube.” (G1)

“Em sua estreia no palco, a cantora foi à frente das câmeras do programa de calouros com seu jeito deselegante e seu modo peculiar provocando risos na plateia, que supôs que ela não sabia cantar. Mesmo com o deboche dos jurados e do público, ela foi classificada e logo ganhou apoio de celebridades como Demi Moore, Kelly Clarkson e Ashton Kutcher”(UOL Música)

O “fenômeno global” Susan Boyle foi construído rapidamente com aparições nos programas de televisão da Oprah Winfrey e Larry King. Ao iniciar minha pesquisa, ficou evidente a sua transformação – ainda que em estágio inicial. Susan terminou o concurso bem diferente da maneira como começou. Creio até que no próximo dia 12 de junho, Susan ganhará presentes! Aprendeu o caminho do salão de beleza, ousou nos figurinos de apresentação e até arrumou confusão com jornalistas e fãs que a procuravam (e provocavam). Creio que a moradora de Blackburn, o pequeno vilarejo escocês, já não voltará a cantar nas noites de karaokê do pub local. Já não permanecerá desempregada. Ganhou bonecas com seu rosto, uma proposta de um milhão de dólares para atuar em um filme pornô, foi convidada para cantar no musical Evita, entre outras mil coisas. Ah! Recusou apresentar-se para o Presidente Barack Obama e ganhará uma biografia.

Mas o que tem demais em Susan, uma senhora, de vida trivial, que pouco faria diferença se não fosse por sua participação no tal programa? Porque ela tornou-se interessante??? Não foi por sua voz, imagino. Penso que foi por sua não-adequação. Susan era “o diferente”. Estar no palco foi como um desafio aos padrões estéticos sustentados pela mídia e partilhados socialmente. O vídeo de sua apresentação foi acessado no Youtube mais de 60 milhões de vezes e tenho certeza de que não foi porque a canção interpretada – I dreamed a dream – seja deveras extraordinária. Talvez sua popularidade seja possível de explicar em razão do significado que há na escolha da canção e na interpretação em si.

A mídia posicionou-se. Não exitou em justificar a presença da escocesa e a reação dos jurados, da platéia. Como se houvesse a necessidade de justificativa! A personagem Susan passou a representar “uma lição a aprender, um episódio para ensinar: todos temos sido muito cínicos…” Lição moral?! Mudou alguma coisa? Apenas evidenciou, mais uma vez, o que todos nós já sabemos. Importa, na realidade, quem você aparenta ser. Infelizmente.

Susan, uma senhora de 47 anos mas com aparência de 60 anos, não impactou sua geração, não alterou o curso da humanidade, não promoveu nenhum tipo de revolução e não ganhou o concurso. Entretanto, no calor de sua efêmera popularidade, a sra. Boyle alcançou a nada pacata Springfield e conquistou um fã: Homer Simpson, que declarou publicamente querer ser como ela. Algo de muito relevância, não é mesmo?!

Final do Britain’s got talent 2009: apresentação de Susan Boyle – vestida elegantemente com um vestido prateado!



Final do Britain’s got talent 2009:apresentação do grupo de dança Diversity, vencedor do concurso.