Arquivo da categoria: Arquivologia

20 de Outubro é dia …

Do Arquivista!!!

Arqueoquê???Não sabe o que é isso?! A deciclopédia, de uma maneira singular, te explica!

(Brincadeiras a parte, parabéns, pessoal! e que a ética continue prevalecendo.)

Arquivista

Origem: Desciclopédia, a enciclopédia livre de conteúdo.

Arquivista é um profissional bem simples que fica trancafiado em uma sala denominada arquivo, ele está lá para defender a documentação (geralmente ele faz com unhas e dentes) e para fuçar a sua vida na tentativa de fazer chantagem contigo, caso você tenha feita alguma coisa como sonegar impostos.

Perfil Psicológico

Altamente volátil caso seja confundido com um bibliotecário, neste caso ele poderá simplesmente te mandar para a pqp, após isso procurará alguma coisa sua no arquivo para denegrir sua imagem. Como exemplo, quando você prendeu o passarinho no zíper ou tentará de todas as maneiras dificultar a sua vida sumindo com alguma documentação importante que ninguém conhece, mas que você precisa no auge de sua vida.

Também fica no estado anterior caso venham chama-lo de arquivólogo ou arquivologista. A resposta que ele manda. “É ARQUIVISTA PORRA!”

Formação Acadêmica

Para ser um arquivista basta passar por um processo bem simples.

Faça a inscrição em um vestibular de alguma universidade pública que ofereça o curso de arquivologia.
Você disputará a vaga com apenas uns quatro candidatos igualmente loucos a você por terem escolhido o curso, mas lembre-se dois deles já são formados em história, com mestrado e doutorado, o terceiro é um maluco que não sabia o que fazer, queria gastronomia mas não tinha. Acredite esse são os perigosos.
Passar no vestibular mesmo tirando notas do cara que ficou em 9999999° lugar em direito.Mas tiram onda com o pessoal, pois seus estágios pagam dez reais a mais
Cursar quatro anos de um curso que vai te ensinar desde ordem alfabética até que tipo de poeira existe em papel.
Concluído esse período é só aguardar o diploma.
Agora você é um desempregado.

Anúncios

História, memória e lagartixas

Para quem tem medo de aranhas, diz-se que tem aracnofobia. E para quem tem medo de lagartixas?! Nunca ouvi falar! O medo é tão grande que nunca tive vontade de procurar… Até este momento. Apesar de um parco esfoço, não achei o que desejava saber. Apenas encontrei algumas informações, que constam no final deste texto – para quem se interessar e/ou for corajoso.

Tenho trauma de lagartixas, desde a infância, quando uma resolveu passear sobre mim. Memórias e lagartixas são coisas que só combinam no livro “O Vendedor de Passados”, de Jose Eduardo Agualusa. Confesso que é uma mistura inusitada, mas para quem tem a imaginação aberta às novas experiências literárias consegue ser bem surpreendido pelo autor angolano.

Passado o desconforto de ter que ver uma osga (lagartixa) retratada na capa do livro, consegui passar à leitura da narrativa que trata da história de um sujeito – Félix Pacheco – que vende passados falsos a importantes elementos da sociedade angolana. Colecionador de livros, jornais, revistas, vídeos e tudo o mais que o possa ajudar na composição de genealogias ilustres para seus clientes, Félix vive em um casarão e tem como melhor amigo uma osga, a narradora da trama!

Algumas considerações:

1- Através deste livro, o autor aborda um assunto que muito me interessa: a construção da memória. Acho fascinante a maneira como elaboramos as nossa memórias, que nunca é uma tarefa individual. A memória é construída socialmente. Baseamo-nos nas nossas lembranças, mas também naquelas dos que nos rodeiam. Com a junção de experiências distintas, compomos o cenário de um acontecimento. Escolhemos o que é relevante lembrar e, principalmente, o que devemos ou queremos esquecer. E este é um fenômeno que não ocorre apenas no âmbito individual, é também uma prática coletiva.
A partir da seleção, o historiador se lança às pesquisas e, então, pode compor suas versões históricas. Através do estudo aprofundado sobre a relação entre história e memória, compreendemos como se constroem e se consolidam os mitos de origem, os heróis nacionais, as justificativas para determinadas ações políticas. Sobre este tema, vale a pena ler Michel Pollack, Jacques Le Goff, Maurice Halbwachs, Pierre Nora.

2-Há algumas formas de uso no que tange à memória. Em busca de um consenso nacional, o poder político investe nas lembranças das grandes datas, de maneira a encontrar no passado uma legitimidade histórica que permita consolidar a memória coletiva. Firmar a identidade nacional ou, no caso dos clientes de Félix Pacheco, reelaborar uma identidade pessoal. São prósperos empresários, políticos e generais da emergente burguesia angolana que têm futuro assegurado, mas falta-lhes um bom passado. Um passado que os tornem respeitáveis e que legitime o lugar social que ocupam. Mas não é sobre isso que gostaria de escrever. O que importa, neste caso, é quem se torna o editor deste passado. A profissão de genealogista, como o próprio Félix se intitula, tem muito a ver com a do Historiador e com a do Arquivista. Sim! O arquivista é dotado de conhecimento técnico-científico para elaborar genealogias, o que passa pelo domínio de heráldica, diplomática e paleografia. A este profissional cabe a responsabilidade de exercer com ética a sua atividade, ao contrário de Félix que fabrica genealogias de luxo para seus clientes.

3- Outro aspecto que cabe dar destaque refere-se à apropriação da memória! É muito interessante perceber como os personagens se apropriam das memórias que lhes são construídas, tornando-as verdades socialmente incontestáveis.

“Nada passa, nada expira / O passado é um rio que dorme / e a memória uma mentira multiforme.”

Editora: Gryphus
Autor: JOSE EDUARDO AGUALUSA
ISBN: 8575100920
Origem: Nacional
Ano: 2004
Edição: 1
Número de páginas: 199
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

Últimas considerações:

Ainda bem qe não acredito em reencarnações. Caso contrário, teria dificuldades para espantar a próxima lagartixa que aparecesse no meu caminho. Sobre Osgas:

Nome científico: Rhacodactylus leachianus, Gekko gecko, Gekko smithi, Uroplatus fimbriatus
and Saltuarius cornutus
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Família: Gekkonidae
Habitat: Áreas florestais
Hábitos: Dependendo de cada espécie, pode ser diurno ou noturno.
Nome comum: Lagartixa

Características: As lagartixas têm facilidade para subir em qualquer lugar.Isso porque elas possuem uma espécie de pequenas laminas cobertas por pêlos microscópicos em forma de ganchos e são esses pêlos permitem a esses animais escalar muros, vidros de janelas e andar pelo teto de cabeça para baixo. É comum que as lagartixas se instalem em nossas casas, mas isso é bom, pois se alimentam de insetos daninhos, como as traças e mosquitos. São animais frágeis, de coloração bege clara e olhos escuros.
A reprodução é ovípara. Geralmente, as fêmeas põe entre 1 ou 2 ovos e guardam em cascas de árvores ou fendas em pedras. Existem mais de 400 espécies de lagartixas nas regiões quentes do mundo.

Aos arquivistas de plantão:

A Escola de Arquivologia e o Departamento de Estudos e Processos Arquivísticos da UNIRIO convidam para a palestra do Professor Dr. ARMANDO MALHEIRO DA SILVA – Universidade do Porto – Portugal:

DOS ARQUIVOS AOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PESSOAL E FAMILIAR

Data: 1º de dezembro de 2009
Horário: 18h30
Local: Auditório Paulo Freire – CCH
UNIRIO – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
Av. Pasteur, 458 – Praia Vermelha – Rio de Janeiro

(Entrada franca e sem necessidade de inscrições)

Resumo
Há dez anos atrás era publicado o vol 1 de Arquivística: teoria e prática de uma ciência da informação (Porto: Edições Afrontamento, 1999; autores Armando Malheiro da Silva; Fernanda Ribeiro; Júlio Ramos; e Manuel Luís Real) que constitui um primeiro passo, provocador e estimulante, de uma caminhada que em plena Era da Informação e de transformações aceleradas nos mais diversos sectores de actividade social e humana tem confirmado e melhorado as propostas essenciais formuladas nessa obra ainda incompleta.

Uma das propostas mais salientes consiste em sugerir que pensemos e trabalhemos a informação produzida, acumulada e reproduzida num determinado contexto orgânico como um sistema, ou seja, como uma totalidade constituída pela interação dinâmica de partes aparente ou materialmente diferentes, mas substancialmente entrelaçadas por um denominador comum. O modelo sistémico, derivado da respectiva teoria, emergia com contornos de aplicação ao universo muito fechado dos arquivos, dentro do paradigma custodial, patrimonialista e historicista que formatou os seus profissionais e implicava, entre outros aspectos, a possibilidade de integrar os mais diversos tipos de documentos e tipos informacionais, não importa o material, a técnica de registo ou o código signico ou simbólico usado na representação de ideias, emoções e factos.

Pretende-se, pois, contrapor à concepção arquivistica clássica e positivista o Modelo Sistémico para Informação Activa e Permanente Pessoal e Familiar, explicado e aplicado na prática a partir do Método Quadripolar (lançado, também, há dez anos)

Serão apresentados casos e situações especificas que melhor ilustrem as diferenças dos modelos em confronto.

Sérgio Albite

Fonte: ENARA