O que tem na sua bolsa, professora???


Claro que como qualquer outro profissional temos nosso arsenal básico de coisinhas que devemos carregar conosco durante o dia. Temos, além de itens de necessidade básica, muitos apetrechos para carregar conosco se quisermos começar a pensar em dar algum tipo de aula diferente. Questiono essa “aula diferente”, mas deixo para um outro momento esse debate.

Professor, hoje, precisa agregar valor ao camarote vip de suas salas de aula. Para isso, lançamos mão dos recursos tecnológicos de que dispomos. Infelizmente, nem todas as escolas possuem estrutura suficiente que dê esse suporte ao professor moderninho. Se pensarmos em escolas públicas, aí é que a coisa fica feia.

Se tem computador, não tem data-show. Se tem data-show, não tem tomada. Se tem tomada, não está adaptada. Se tem tudo isso, não tem o suficiente para todos os 40 professores que trabalham lá; ou não tem para todas as salas. Faltam verbas. Sobram problemas. Estamos sempre atrasados. Correndo, correndo e puxando a modernidade à carroça. Ou estaríamos conduzindo a carroça? Não sei. Consigo me ver nas duas situações.

Se quisermos “inovar”, “modernizar” (para uns), “adaptar-nos” (para outros), ou simplesmente dar aula com tecnologias que facilitem a aprendizagem (para mim), precisamos arcar com a responsabilidade e o peso, literal, de romper com o cuspe e giz. Ou, cuspe e caneta pilot.  Você precisa ter todo seu equipamento se não quiser ser pego desprevenida.

Desesperançosamente, ainda precisamos de um plano B, caso alguns dos itens não estejam ali. Não quero precisar ter um plano B, porque para mim é normal lidar com todos esses recursos no dia a dia, fora do meu ambiente de trabalho. E o plano B, geralmente recai sobre o cuspe e caneta pilot. Colocar a matéria no quadro, esperar que seus alunos copiem. E falar, contando com a fé, apenas, de que ele tenha curiosidade de procurar o mapa, a fotografia, o quadro, o filme, a música, o grafite, mencionados durante a aula. Aula?! Não posso contar com livros, porque o fantasma que habita as escolas se alimentam dele. Desaparecem misteriosamente. Quando entregue aos alunos, dificilmente retornam. Devem virar rabiola em época de pipa.

Não desejo uma escola preparada para receber mudanças, mas para receber, simplesmente, professores e alunos que vivem no século XXI – era digital, globalizada. Era da pátria educadora.

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