Buenos Aires: tchau!


13.01.2015. Não era para ter sido o último dia em Buenos Aires. Nosso vôo estava programado para às 5h30 da manhã e deveríamos chegar ao Aeroporto de Ezeiza com duas horas de antecedência. O tempo de deslocamento ficaria em 30 a 40 minutos. Se você fizer uma conta rápida já entendeu que foi uma noite mal dormida. Entramos na fila da GOL por volta das 3h15 da madruga para o check-in e fomos (des)informados de que nosso vôo não existia mais há 3 meses. Questionamos o motivo de não sermos avisados e é claro a companhia aérea colocou a culpa na operadora de viagem. Enfim, fomos realocados num vôo direto a Porto Alegre às 12h30 e recebemos um voucher de desjejum que nos dava direito a um farto café da manhã com duas medias lunas e uma xícara de café com leite para cada um. Que rico!

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Dormi. Li. Comi. Chorei com a minha pobreza no Free Shop. Escrevi para o blog. Conversei. Fiquei irritada. Fui ao banheiro umas 5 vezes. Caminhei. Embarquei. Finalmente! E até hoje foi o pior vôo de toda minha vida. Nunca andei de bugre nas praias e dunas do nordeste, mas essa foi a primeira imagem que me veio à cabeça para descrever o que foi um vôo de 1h15 minutos de turbulência. Eu detesto montanha russa. E a sensação de estar em uma delas a 10 mil metros de altitude com o piloto desviando de vento é insuportável. Tive medo. E os demais passageiros também, mesmo os que não gritaram. Não dava para ser muito racional nesse momento.  Apertei as mãos do meu marido. Fechei os olhos, cerrei os dentes e orei.

Depois que as lombadas em altitude passaram, mas não o suficiente para ter tido serviço de bordo, fiquei pensando no que as pessoas que morreram em acidente aéreo sentiram ao ter consciência do que estava acontecendo e da tragédia em que estariam envolvidos. Senti angústia. Eu só queria descer. Só isso. No entanto, quando o avião começou o processo de aterrissagem meus ouvidos começaram a doer de maneira insuportável. Foi a pior dor de ouvido da minha VIDA INTEIRA. Terrivelmente aquilo durou quase 10 minutos para o meu desespero. Fiquei um pouco ensurdecida por algumas horas.

Finalmente, chão firme. Almoçamos e fomos procurar a agência Veppo para comprar as passagens para Gramado. Tivemos que esperar mais 1h para embarcar. Às 20h chegamos em Gramado com 40 quilos de bagagem para aproveitar a cama e o chuveiro quente que a cidade poderiam nos oferecer e quem sabe passear pelo centro. Começou a chover.

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