Buenos Aires: 6º dia, em San Telmo.


11.01.2015. Domingo. É o dia em que acontecem várias feirinhas nas praças da cidade. Plaza Itália, Plaza Serrano, Plaza Dorrego  e outras.

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Separamos o dia para voltar à feira de San Telmo e conhecer alguns de seus prédios históricos. É um ótimo lugar para quem gosta de objetos artesanais e, na minha opinião, o melhor  para comprar lembrancinhas para a família e amigos, pois os preços são bons e há bastante variedade.

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Ao redor da Plaza Dorrego estão as barracas dos antiquários. Ao longo da Calle Defensa estão os demais expositores de calçados, cintos, bijuterias, doces, artesanato local, bolsas, etc. É uma feira muito extensa, então vá com roupas confortáveis e tênis. E se tiver sol, protetor solar! Esqueci de passar o meu e acabei ficando com o pescoço muito queimado. O dia estava lindo e não tinha uma nuvem no céu!

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Eu gosto muito do Lavradio, então acho que a feira de San Telmo tem o mesmo espírito, com artistas de rua e música ao vivo, além de bares e restaurantes aconchegantes.

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 Na esquina da Defensa com a Calle Chile você vai encontrar a estátua da Mafalda, famosa personagem infantil criada pelo cartunista Quino. Ano passado quando visitei a feira, Mafalda ainda estava sozinha. Li num blog que havia ganhado a companhia de seus amigos Manolito e Susanita e fui conferir. Tenha paciência porque sempre há uma fila de brasileiros para tirar fotos com eles! Mas nada que demore muito, ok?!

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Continuando o roteiro do dia, fomos em busca do sítio arqueológico que existe na Defensa,  o Zanjón de Granados. Fica no número 755. San Telmo é um dos bairros mais antigos de Buenos Aires, portanto há muitos edifícios e sobrados do século XIX lá. O Zanjón é um desses prédios, que foi convertido em museu e tem o propósito de mostrar como o passado pode conviver com o presente. É muito legal fazer a visita guiada (que dura cerca de 40 minutos), mesmo sendo um pouco cara (cerca de $110 pesos por pessoa). O guia que nos atendeu, além de atencioso, falava um pouco de português e foi super competente.

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 O casarão foi construído por uma família aristocrática em 1830 e o museu selecionou itens bem interessantes para preservar relacionado ao período. No final do século XIX, Buenos Aires sofreu uma grave crise epidêmica de febre amarela,matando cerca de 500 pessoas por dia. As famílias mais ricas migraram para o interior da cidade, passando a viver em bairros como Recoleta e Palermo – onde hoje ainda se encontram os endinheirados da cidade, com suas mansões construídas em estilo francês. No início do século XX, o Zanjón foi vendido. Seus salões se converteram em lojas e o andar superior virou conventillos (cabeças de porco), albergando os imigrantes europeus que chegavam à Argentina. Os conventillos funcionaram ali até a década de 1960 quando o prédio foi condenado e ficou abandonado por cerca de 30 anos. Foi comprado no final da década de 1990 e durante a reforma, que lhe transformaria em um restaurante, foi descoberta uma rede de túneis subterrâneos enormes, por onde passavam zanjóns (pelo que entendi, eram como valões onde se descarregava toda a sujeira das casas e cujas águas caíam no rio). É de impressionar como o tempo conservou tais estruturas. Para quem gosta de história, especialmente a colonial, é um bom programa. Além disso, nos dá uma outra perspectiva sobre Buenos Aires.

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Depois de muito andar e o tempo em pé da visita guiada, paramos para almoçar e descansar no Nonno Bachicha, outro bodegón de meados do século XX.

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 Ainda faltava um destino a ser visitado: o Museu Histórico Nacional, que também fica na Defensa, na altura do 1100. A entrada é baratinha, apenas 20 pesos por pessoa. E ali se concentra, basicamente, temas relacionados à independência e construção da nação Argentina. Há muitos objetos de San Matín e a narrativa do museu gira entorno dele e dos objetos doados por sua família.  Não fizemos a visita guiada mas acho que teríamos aproveitado mais se tivéssemos feito pois a história do edifício que abriga o Museu histórico nos passou longe.

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 Ali em frente está a Avenida Caseros, onde ficam os edifícios dos ingleses e, segundo o guia do City Tour recebeu este nome porque serviram de residência para os ingleses que chegaram à Buenos Aires para construir a malha ferroviária e se seguir esta rua direto, no final, você irá encontrar a Estação ferrocarril Constitución.

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Dali, fomos para o hotel descansar porque somos filhos de Deus e já não aguentava nem meio metro de caminhada.

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