Buenos Aires: 3º Dia


Uma característica em mim que desde o ano passado tenho buscado investir e melhorar é a capacidade de perseverar sobre as coisas que faço. Então, vamos a mais um dia!!!

Nunca tive a disciplina para ter um diário. Nem sei se é preciso isso para ter um, mas pelo que me lembro não eram todos os dias que parava para escrever nos meus quando os tinha. Daí que essa é uma experiência nova e estou buscando me relacionar com esses relatos de uma maneira diferente.

Como será que Cristóvão Colombo escreveu suas notas? Acredito que sua capacidade de vivenciar as experiências devia ser bem diferente da minha, hoje, mediada pela tecnologia. Percebi que minhas lembranças estão cada vez mais atreladas ao visual, às fotos que tiro pelo celular ou câmera digital. Guardo mais imagens do que gostos, cheiros, ruídos. E como acontece com você?

Colombo, muitas vezes, escrevia em seu diário para não dormir. Escrevia durante à noite para não cochilar e causar um grande problema à sua tripulação. Escrevia e descrevia tudo aos seu redor, porque lhe interessava manter um registro vislumbrando a posteridade e, principalmente, com o objetivo de convencer aos reis de Espanha, Isabel e Fernando, de que a grande soma de dinheiro que investiram na expedição às Índias não havia sido em vão. Até o ponto que li, Colombo estava em Cuba e não fazia ideia de que terras eram aquelas. Esperava ansiosamente que estivesse próximo da China, para comprovar sua teoria sobre as viagens de Marco Polo.

E eu aqui em Buenos Aires, não tenho pretensão de nada disso. Apenas quero tentar criar uma memória desse momento para mim mesmo. Outra. Além das inúmeras fotos. E compartilhar com quem lê alguns detalhes dessa viagem que, nem de longe, é uma grande façanha! Sou apenas mais uma brasileira passando férias em Buenos Aires, aproveitando a inflação do país vizinho para gastar uns poucos reais economizados durante o ano.

 E como tem brasileiro aqui!!! Conversando com um motorista de Táxi, fiquei sabendo que os turistas que mais vem para essas bandas são brasileiros, venezuelanos e colombianos. Seria o reflexo da economia desses países?! Para onde você vai, ouve sotaques de tudo quanto é canto do Brasil.

E assim foi hoje no Caminito, onde resolvemos caminhar de manhã.

DSCF0061Chegamos até lá de ônibus, num trajeto que durou cerca de 25 minutos. Usamos o cartão de passagens de um casal de amigos e assim não precisamos catar moedinhas e nem pegar o táxi.

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Nosso olhar para o Caminito dessa vez foi bem diferente da primeira vez que estivemos lá. Não estávamos com pressa ou correndo para não perdermos o ônibus turístico. Nem estávamos ansiosos para comprarmos todas as lembrancinhas e coisas lindas que vendem lá! Foi uma caminhada para fotografar e desfrutar daquele lugar. Andamos por algumas ruas de La Boca, conhecemos alguns centros culturais e a um pouco mais da história do lugar, como o Museu do Imigrante, por exemplo, que fica no Rincón de Lucía.

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 No pequeno museu reconstroem, com móveis e outros objetos,  uma casa de um imigrante genovês.

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Conforme você vai andando pelo interior da casa, você percebe como o espaço é grande, cheia de lojinhas de artesãos locais. E isso me fez pensar como deveria ser a vida naquele lugar. Acho que não deveriam ter privacidade. Também nem sei se isso era uma prioridade para quem vivia ali. Talvez fosse um luxo.

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Procuramos um lugar mais barato para comer e também fugir da quantidade grande de gente que circulava pelo local. Entramos, sentamos e pedimos. Nunca comi uma comida com tanto gosto de óleo como lá! hehehe… Foi barato? sim, apenas $60,00 pesos. Foi bem servido? sim. Foi saboroso? pra quem gosta do sabor da batata frita da estação de Marechal Hermes, sim.

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Depois da milanesa de ternera (fina à base de rolo compressor com certeza!), continuamos a caminhada. E daí paramos em algumas lojinhas para vermos as novidades e conhecermos os ambientes.

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E, claro, não poderia faltar regalitos dela, da menininha mais querida, Mafalda!

Dali, viemos para o hotel. Voltamos de táxi e foi um assalto: 100 pesos. Cerca de 25 reais. Me apavorei! Mas a tarde de descanso no hotel foi suficiente para me refazer do assalto. Descansados, decidimos andar pela Avenida Santa Fé, bem pertinho de onde estamos.

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Paramos na sorveteria Freddo porque só com um sorvete para aguentar o calor. E se um for de graça, melhor ainda! Regalo da Farmacity, onde fizemos compras e ganhamos esse ticket. WP_20150108_046

Delícia de sorvete! Ainda bem que já tem no Rio de Janeiro. Aproveitem o doce de leite com Vauquita. Que sorte que ainda temos mais dois cupons de descontos para sorveterias!!!

Saciados e refrescados, continuamos a caminhada pela Santa Fé em direção a El Ateneo, um antigo teatro transformado em livraria, onde passamos algumas horas olhando livros, cds e fugindo do sol e do calor.

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Compras feitas, regressamos. Moa queria muito voltar ao Café Petit Colón, onde estivemos no ano passado. Um lugar bem próximo ao lindíssimo Teatro Colón. O entorno é extremamente agradável e tranquilo, com suas praças muito bem cuidadas.

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WP_20150108_035O Café é lindo, a comida excelente, o preço justo, atendimento bom. E não é frequentado por turistas, o que me dá a oportunidade de observar mais um pouquinho a convivência entre os porteños.

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Sentam, pedem algo para beber e ficam ali conversando por horas, seja por negócios ou um encontro de amigos. Há também os que vão simplesmente para ler seus jornais. E ali ficam umas quantas horas, sem olharem uma vez sequer para o relógio ou celular. Na minha mesa, já tínhamos postado algumas fotos no face, mandado mensagens pelo whatsapp e outras redes de comunicação. Comemos, conversamos, voltamos para o hotel.

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