Buenos Aires: 1º dia


Para mim férias é sinônimo de viagem e foi assim desde que me entendo por gente. E pode significar também colocar a leitura em dia. Sendo assim, decidi começar por um livro que trata das viagens de Cristóvão Colombo e de sua biografia. E as 90 páginas lidas me inspiraram a escrever meu próprio diário de viagem. É claro que não será tão rebuscado, profundo e cheio de novidades como o do Colombo. Mas, assim como ele, vou escrever algumas de minhas observações sobre o lugar que visito pela segunda vez, Buenos Aires. WP_20150106_007

Chegamos às 21h55 em Ezeiza e decidimos pegar um táxi do aeroporto pelo qual pagamos 45o pesos (em uma cotação de 4 pesos por 1 real, pagamos R$ 112,50 ). Sim, foi caro. Sim, poderíamos ter pesquisado mais. Não, estávamos cansados e queríamos chegar o quanto antes no hotel. Mesmo que fizéssemos uma detalhada cotação de preços com as cerca de 20 empresas de táxis do aeroporto, ficaríamos no mínimo com o preço final de 400 pesos, já que Ezeiza é bem distante do centro de Buenos Aires. Não quisemos nos atrever a pegar um carro na rua, já que em todos os blogs de viagem que li, nenhum indica fazer tal coisa. Seguro morreu de velho. E, ao contrário da sensação térmica de 55º que faz no Rio de Janeiro, ele também não morreria de calor por essas bandas, com seus modestos 30º.

Fiquei no mesmo hotel que da última vez e sua fachada me deu a sensação de familiaridade, de aconchego, que aumentou depois de pegarmos as chaves de um apartamento no mesmo andar que antes. Boa sensação ter a mesma vista da minha janela do quarto.

Depois do check in no Hotel Bisonte Libertad, que fica na esquina das ruas Paraguay com Libertad, fomos procurar algo para comer. Tentamos o “El Cuartito”, que nos recebeu muito bem da última vez e servem uma excelente pizza, mas estava fechado (não abre às segundas!!! Vê se pode?!). No caminho, encontramos com a tripulação do avião que nos trouxe e acabamos no mesmo lugar, no La Continental. Um lugar honesto. Serve boa comida e o preço é bem em conta. Para se ter uma ideia, pagamos pelo menu porteño, dois pedaços de pizza + um refri (ou cerveja), 48 pesos.

La Continental

Depois de uma boa noite de sono, nos demos o direito de levantar mais tarde. Saímos do hotel por volta das 10h para trocar dinheiro na Calle Florida. Rua tradicional por ter muitas lojas de artigos diversos (para quem está indo com grana curta os preços não são convidativos), inclusive casas de câmbio e agências turísticas. Atenção para um detalhe: o horário comercial em Buenos Aires começa a partir das 9 horas. Por isso, se precisar trocar dinheiro não adianta chegar mais cedo à Calle Florida.

Enfim, procuramos por uma agência de turismo, a Simax Travel, que também faz o serviço de câmbio, e conhecemos da última vez. A loja fica numa galeria, número 944. Trocamos o real na cotação de 4,3 para 1 e o dólar na cotação de 12,8 para 1 (para as notas pequenas e 13,3 para as notas de 100).

Depois de um bom bate-papo com o Ricardo, que trabalha na agência, partimos para reconhecer a região e desbravar a Florida, com suas lojas de tudo e mais um pouco e cheias de brasileiros procurando por descontos, couros, e um pouco de ostentação.

Entre meia dúzia de passos, fomos abordados por porteños oferecendo passeios, câmbio. Alguns, inclusive, oferecendo em português. Isso me intrigou. Sem que falássemos uma palavra nos identificaram como brasileiros. O que me levou a pensar nas seguintes questões: brasileiro tem jeito de brasileiro? cara de brasileiro? jeito de andar de brasileiro? o que nos identifica se somos de um país extremamente plural?  Taí uma pulga inquietando minhas ideias.

 Das vitrines pude perceber que os preços não estão atrativos e o real um pouco desvalorizado, se comparado ao mesmo período do ano passado. Sem pretensões de compras continuamos a andar pela rua Florida, que parece não ter fim. Até que chegamos à Avenida Corrientes, famosa pelos seus inúmeros teatros. Mudamos o rumo em busca de um lugar em conta para comer e optamos pelo restaurante Il Gato, de comida italiana. Então, por 89 pesos (R$20,60) nos serviram Prato Principal + Refri + Sobremesa. É claro que as opções dentro desse preço não eram muito variadas, mas valeu pagar barato e comer bem.

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Depois de comer demais nada melhor que dar uma boa caminhada para colocar tudo no lugar. Voltamos à rua Florida e terminá-la virou questão de honra e nem mesmo a chuva fina e o tempo muito nublado nos demoveu de completar nossa saga de hoje. Sendo assim, terminamos o passeio pela Florida, e poucas sacolas nas mãos, na Manzana de las Luces que fica  entre as ruas Alsina, Moreno, Bolívar y Perú.

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É um prédio, se não me engano, do século XVII. Como já passava de 17h, estávamos cansados de andar e decidimos apenas ficar um pouco naquele lugar. Vale a pena o retorno para conhecer melhor a história daquele complexo cultural. O interior me lembra o Paço Imperial da Praça XV (centro da cidade do Rio de Janeiro).

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Com fome, decidimos tomar um café e paramos no Gran Victoria e pelo que observei, muito frequentado por senhores e senhoras que gostam de bater um papo ou simplesmente ler seu jornal do dia. Ali, fizemos nosso pedido (a conta deu aproximadamente 90 pesos ou 21 reais) e desfrutamos do lugar.

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Bem alimentados, novamente, pegamos um táxi e voltamos ao hotel para descansar.

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P.S.1>>Andar de táxi em Buenos Aires é barato. A bandeirada começa com cerca de 14 pesos, o que nos dá cerca de R$3,20.

P.S.2>>Uma boa dica para principiante é um passeio com ônibus turístico da cidade de Buenos Aires. Excelente forma de se situar na cidade e conhecer os principais pontos turísticos de Buenos Aires e eleger os que quer conhecer, se tiver pouco tempo na cidade. Saída de ônibus de turismo e compra do bilhete : Rua Florida y Av. Diagonal Norte. Para saber mais, clique aqui.

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