1º dia: por que não ser uma samambaia.


Caramba, como faz tempo que não passo por aqui. Como faz tempo que não exercito a escrita e talvez tenha muita dificuldade para continuar a colocar meus pensamentos “no papel”. Dizem que quando a gente não usa muito determinados músculos, eles atrofiam. Pois é. Acho que parte de mim está atrofiada. Parte de mim está escondida, com preguiça, sei lá.

Já adotando um clichê, há momentos na vida em que a gente para e faz uma reflexão sobre nossas atitudes, formas de pensar, comportamentos. Eu acho que minha vida é sempre marcada por isso. Quando me canso de pensar, eu simplesmente relaxo e deixo tudo de lado. Decido simplesmente existir, como todas as outras pessoas. Só que, para mim, existir é diferente de viver plenamente. Uma samambaia existe e ponto final. E às vezes me pego sendo apenas mais uma samambaia no mundo. Talvez seja pretensioso da minha parte, mas eu tenho uma necessidade (como diria um amigo filósofo, uma demanda) existencial de ser útil; de afetar de modo positivo o espaço e as pessoas ao meu redor. Mas isso desgasta, cansa. E quando estou muito desgastada, eu decido estar como uma samambaia.

As samambaias são legais. Não sou bióloga, não gosto de botânica, então não vou fazer qualquer descrição aprofundada e técnica das samambaias.  Mas acho que cumprem seu papel na natureza e na casa das vovozinhas e tias que gostam de jardinagem. Se estiverem sozinhas, em um vaso preso ao teto, em um ambiente interno, elas até podem impressionar pela cor verde de suas folhas e pelo tamanho que podem atingir. Mas se estiverem em um jardim, é mais uma planta. Não se destacam. Não fazem diferença. De repente, para crianças criativas como eu fui, podem servir para fazer comidinha para as bonecas e deixar as vovós loucas da vida! (Esta é minha memória afetiva das samambaias.)

É confortável ser samambaia. Basta se misturar na multidão e permanecer como mais um. Acordar, tomar café, ir trabalhar, voltar do trabalho, ir para a academia, dormir, acordar… Ser samambaia é um estado de espírito. É não se comprometer.  Não cansa. Não provoca rugas. Conheço muitas samambaias. E isso é possível já que existem mais de 10 mil espécie.

Percebendo que alguma coisa não está certa e que já passa da hora de colocar a vida de volta para seu eixo, é que decidi voltar a escrever. O blog serve para mim como um espelho. Tem efeito terapêutico já que eu não fico repensando minha escrita, não fico reescrevendo, recortando, censurando a mim mesma. Penso. Escrevo. Leio. Reflito. Posto.

Quando penso, sinto que deixo o estado de samambaia de lado. E talvez me faltasse isso. Apenas isso. Parar por alguns instantes simplesmente para pensar e escrever. Sendo assim, esse post marca o meu retorno.

Parece não fazer sentido tudo o que escrevi até agora. Tudo isso porque decidi me comprometer, publicamente, comigo mesma. Há tempos que me comprometo com muita coisa, com muitas atividades, mas me deixo de lado. Este ano, decidi que seria o meu ano. Já estamos chegando à metade dele e ainda não coloquei em prática as promessas do dia 31 de dezembro. Por isso, farei o esforço impossível para dedicar algum tempo do meu dia para mim. Simplesmente, para mim.

E esse esforço implica em emagrecer pelo menos 10 quilos até o final do ano. Vai ser um caminho longo, mas espero trilhar com bastante serenidade e compromisso. Vamos ver até onde consigo chegar, quais limites consigo ultrapassar.

 

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