Quem mexeu no meu queijo?


Quem nunca se deparou com uma situação de mudança?! Na maioria das vezes, a idéia de mudar nos traz certo receio do que iremos encontrar pela frente. Algo que é totalmente natural. O desconhecido provoca medo.

Lembro-me dos homens que saíram da Europa, no século XIV, em busca das Índias e que se dispuseram a navegar em águas desconhecidas, traçar novas rotas para conquistar o destino tão almejado. Esses homens, que sonhavam com as especiarias, reconhecimento real e riquezas, descobriram o Novo Mundo.

O medo os acompanhou todos os dias e penetrou em seus imaginários, fazendo-os enxergar seres fantásticos. Nem as tempestades, o pavor do fracasso ou do fim do mundo os paralisou. Continuaram por meses, quando, finalmente, avistaram terra. E, para surpresa de todos, era desconhecida.

O restante da história todos já conhecem. O Novo Mundo transformou os homens medievais em modernos homens. As Américas foram “achadas”, colonizadas, levando riqueza e poder para os que a encontraram. E desgraça para milhares de outros tantos (mas isso é outra história, néam!?).

Há algum tempo que estou maturando esse período de mudanças pelo qual estou atravessando. Minha forma de pensar e agir foi nadar contra a correnteza, para me manter no local confortável que conheço. Tive medo das desventuras, da frustração. Fiquei ranheta, chata e isolada.

Quem nunca se sentiu assim que atire a primeira pedra! Ou melhor, nos dê um curso ou escreva um livro de auto-ajuda. Desde já, ofereço o espaço deste humilde blog para o artigo ou podcast!

Pisar em terreno novo pode ser muito desgastante, dependendo da maneira como a gente encara o desafio. Não posso dizer que não me lembro de como cheguei àquele lugar. A minha essência de explorar a vida me levou até lá (poético, néam?!). Passei tanto tempo no ambiente que encontrei que perdi muita energia, tempo e pessoas queridas (uma pena, para mim!) tentando, às vezes me manter, às vezes sair.

Tenho digerido a minha insatisfação pessoal com a minha maneira de caminhar pela vida. O gosto foi o de um banquete com muito bucho e mocotó. E o processo, tão indigesto quanto as especialidades culinárias acima.

Fato é que cansei de me sentir apenas existindo. Tomei a coragem necessária para retomar o controle da minha vida. Nada melhor do que experimentar novos gostos, cheiros, sensações… Conhecer pessoas, lugares… Ter o que contar, fotografar.

Não quero deixar este post com cara de mensagem de final de ano do programa da Ana Maria Braga. Os votos são sinceros. Para este ano de 2011, desejo para vocês o mesmo que almejo para mim: um ano de muitos planos e metas atingidas. Um ano cheio de muitos sonhos – com gosto de doce de leite, creme… O que preferirem!

Ou mesmo, com gosto de queijo novo, de queijo fresco. Do sabor que lhe agrada mais.

Não entendeu?! Assista este pequeno vídeo:

Ou leia, clicando aqui, nesta versão disponível para download.
No mais, fé em Deus e pé na tábua.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s