Arquivo Nacional recebe exposição de Rondon


Indicado duas vezes ao Prêmio Nobel da Paz, sendo uma delas pelo destacado físico Albert Einstein, e único homem a dar nome a um meridiano terrestre, o de número 52, Meridiano Rondon, esse herói nacional, durante 40 anos, percorreu a pé, em lombo de burro ou em frágeis canoas, mais de 77000 km (quase duas voltas em torno da Terra), enfrentando todos os tipos de adversidades – fome, sede, frio, calor, doenças, animais selvagens, emboscadas de índios, motins, tentativas de assassinato – para implantar o nosso primeiro sistema de comunicações, o telégrafo (chamado pelos índios de “a língua de Mariano”), e demarcar nossas fronteiras. Nessas andanças pelos então inexplorados Pantanal e Floresta Amazônica, pôs em prática o lema “Morrer, se preciso for; matar, nunca!” ao defender a causa indígena. Em reconhecimento ao seu trabalho, Rondon teve o nome gravado em letras de ouro pelo Instituto de Geografia de Nova Iorque, como um dos cinco maiores exploradores do planeta, sendo ele o que mais se aventurou por terras tropicais.

A exposição será composta de partes temáticas: parte fotobiográfica, em que a vida de Rondon será contada por meio de fotos originais (1880-1958), textos, maquetes, projeções, vitrines, painéis, objetos pessoais, livros raros e cartas; e parte cenográfica, na qual ambientes e situações serão recriados, como os rios, a alimentação na selva, jogos indígenas e os acampamentos da Comissão Rondon, em tamanho real, munidos de aparelho de telégrafo, onde os visitantes poderão trocar mensagens de uma estação para outra, utilizando o Código Morse, exatamente como Rondon fazia entre o fim do século XIX e início do XX.

Na cerimônia de abertura haverá uma representação teatral com atores do Teatro do Oprimido (Augusto Boal) e um sósia de Rondon, mostrando o cotidiano da Comissão Rondon em suas expedições para implantar o telégrafo nos sertões inexplorados das Regiões Norte e Centro-Oeste. Ao término da performance, o governador Sérgio Cabral trocará mensagens telegráficas com os patrocinadores do evento.

A exposição, produzida pela Memória Civelli Produções Culturais e Arquivo Nacional, com patrocínio da Oi e apoio cultural do Oi Futuro, estará aberta ao público do dia 13/04 até 14/05, de segunda a sexta, das 9h às 17h e sábados, das 10h às 16h, com entrada franca.

Fonte: Arquivo Nacional

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