Bomba teria provocado a queda do Airbus?


AF 447: 24 mensagens de anomalia foram enviadas e piloto automático não estava ligado

PARIS – O centro de análises e investigações da aviação civil da França (BEA, na sigla em francês), responsável pela investigação do acidente do voo 477, que ia do Rio de Janeiro a Paris e sumiu com 228 pessoas a bordo, informou neste sábado que 24 mensagens automáticas de erros em quatro minutos, sendo 14 delas entre 23h10 e 23h11 (horário de Brasília), e que o piloto automático do avião não estava ligado no momento do desaparecimento. A hipótese de uma bomba ter provocado o acidente não foi descartada.

Em uma coletiva de imprensa, o chefe do BEA, Paul-Louis Arslanian, disse que não estava claro se o piloto automático foi desligado pelos pilotos ou parou de funcionar porque tinha recebido informações conflituosas sobre a velocidade do voo. Foi confirmado, no entanto, que os equipamentos estavam fornecendo dados incoerentes de velocidade.

Arslanian não descartou a hipótese de uma bomba ter provocado o acidente, mas disse que a possibilidade seria incoerente com as informações existentes no momento. O centro de investigações informou ainda que as condições climáticas no momento do desaparecimento eram difíceis, mas compatíveis para a região e a época do ano.

Segundo a BEA, as investigações são preliminares e ainda não é possível estabelecer ligações entre as anomalias informadas pelas mensagens automáticas, as condições climáticas e o acidente.

Agência se mostra pouco otimista quanto à localização das caixas-pretas. Mais conclusões só serão possíveis com a análise das caixas-pretas, que ainda não foram encontradas. No entanto, de acordo com o jornal francês “Le Monde”, Arslanian não se mostrou muito otimista quanto à localização delas. Ele afirmou que o dispositivo que permite a localização das caixas com os registros, um objeto cilíndrico que emite sinais por até 30 dias, pode ter se desprendido delas . Se isso tiver acontecido, seria praticamente impossível encontrá-las.

Segundo o jornal “Le Figaro” Para aumentar as chances de localizar o sinal emitido pelas caixas-pretas, os investigadores vão utilizar novos equipamentos acústicos emprestados pelos Estados Unidos. Para isso serão usados dois navios que já estão se direcionando para as áreas de buscas.

A fabricante Airbus disse que há sinais que o voo tinha recebido informações inconsistentes de diferentes instrumentos no momento que enfrentava uma tempestade. A Airbus detectou falhas na leitura de velocidade em jatos do modelo A330 antes do acidente com o avião da Air France . A fabricante avisou suas clientes para trocar uma peça, disseram investigadores franceses neste sábado. Porém o chefe da agência disse que ainda é muito cedo para dizer que eventuais problemas com os sensores de velocidade foram os responsáveis pelo desastre.

– Alguns dos sensores (no A330) deveriam ser substituídos … mas isso não significa que sem a troca dessas peças, o avião (da Air France) estaria com defeito – disse o chefe da BEA, Paul Louis Arslanian.

A Airbus, fabricante do modelo A330, também emitiu um segundo alerta na última quinta-feira para que os pilotos seguissem procedimentos padronizados – para manter a velocidade o ângulo do vôo – se percebessem que os medidores de velocidade estivessem com problemas.

– Problemas têm sido detectados (no A330) e nós os estamos estudando – disse Arslanian, acrescentando que o avião acidentado era seguro para voar.
Fonte: O Globo

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