Pensamento Pedagógico Brasileiro (I)

21 12 2010


“A teoria educacional não cria a realidade nem modela a prática pedagógica. A teoria consolida a prática e pode orientá-la. Teoria e prática renovam-se na medida em que se relacionam. A teoria tem alguma função justamente porque tem condições de se realizar na prática. A teoria educacional não é alguma coisa estática e definitiva. Príncípios, leis e diretrizes em educação não se cristalizam. Evoluem com a própria sociedade. O pensamento pedagógico, por isso, é dinâmico, reformulado permanentemente pela vivência. A teoria não perde importância com isso. Ela é menos relevante quando quer dar respostas definitivas aos ‘problemas educacionais’ e muito mais interessante quando indica caminhos, sem receitar, sem querer modelar. Seu fim é sobretudo manter vivo o sonho do educador.” (GADOTTI, M. 2008, p.11)

Na onda dos concursos, estou lendo “Pensamento Pedagógico Brasileiro”, livro da década de 1980, do professor Moacir Gadotti. Ainda estou digerindo as primeiras páginas da introdução. Parece-me que é uma obra bastante requisitada, pois estou na 3a reimpressão da 8a edição. E já posso imaginar o motivo: trata-se de uma síntese das teorias educacionais brasileiras e possui uma rica bibliografia – excelente para qualquer estudante ou pesquisador que esteja afim de começar e aprofundar suas leituras sobre o tema.

O assunto está na minhas prioridades de investigação. O fazer pedagógico tem me suscitado muita dúvidas e porque não dizer temores. Durante a graduação e as aulas da licenciatura a gente não se dá conta da importância que tem as teorias. Hoje, sinto falta de dialogar com educadores que contribuam para orientar minha prática. E tenho certeza de que não sou a única neste barco. O que mais tenho são colegas cansados, saudosistas de uma época em que se valorizava o professor e seus conteúdos, que não lidam bem com as novas tecnologias e estão reticentes com as muitas mudanças que estão ocorrendo na estrutura de ensino no município do RJ e, principalmente, na sociedade do século XXI.

Com meu pouco tempo de professora, já sei o que não quero ser e onde não quero estar. Talvez, seja a força criativa da juventude que me impulsione a perguntar, criticar, desejar experimentar, desejar aprender. Sei, com toda certeza, que não posso me conformar ao salário que ganho ou ao descanso da estabilidade de funcionária pública municipal. Lido com seres humanos, detentores de tantos direitos quanto eu, mas que são menos respeitados do que somos minha família e eu. É preciso acreditar e desejar transformar. Para tanto, ainda preciso me tornar o elemento de mudança que desejo ver. Acho que estou no caminho certo, estou voltando a sonhar e a estudar. Em breve, termino minha resenha. Ainda não decidi se a publico aqui.

Release: Veja Editora Ática
Moacir Gadotti elabora aqui um roteiro básico sobre as várias sistematizações teóricas existentes que tecem o pensamento pedagógico no Brasil. Nessa síntese, enfoca o papel do educador, da escola, da formação e do saber em nossa realidade, questionando os valores, objetivos e ideologias que permeiam o ato de educar e o que se entende por democratização da educação. Essas questões estão intimamente relacionadas a temas como a educação como ato político (ou “a pedagogia do oprimido”); a educação da classe; a educação popular; a educação do sistema; a paixão de conhecer o mundo; a “pedagogia dos conteúdos”; a educação e o poder; entre muitos outros, que o autor desenvolve no contexto educacional brasileiro de maneira clara e objetiva.





Amor e liderança, através do modelo de Jesus.

15 12 2010

Depois de superado o meu preconceito por livros chamados de Auto-ajuda, resolvi dar atenção a alguns títulos – especialmente depois de ler o livro de Augusto Cury. Assim, passeando os olhos pelas prateleiras, arrisquei com a compra de “O Monge e o Executivo”, sem muitas expectativas sobre o conteúdo.

Que bom! Foi uma grata surpresa a história contada por James Hunter, baseada num personagem que sempre me inspira com seu modo de vida – Jesus Cristo. Sou suspeita por ser cristã, mas indico a leitura para aqueles que professam outro tipo de fé e que, independente de religião, desejam aprender sobre liderança.

Acho que ainda lerei mais algumas vezes este livro durante o próximo ano letivo.

Saiba sobre o que trata o livro:

Esta é uma história sobre liderança: em equipes, negócios e comunidades.

John é o típico executivo preocupado apenas com o trabalho, que acaba se esquecendo dos empregados, dos amigos, da família, enfim, dos relacionamentos.

A situação se agrava a ponto de a esposa, Rachel, pedir para ele passar uma semana no mosteiro João da Cruz. Relutante, John atende o pedido, principalmente, por desejar conhecer pessoalmente Leonard Hoffman.

Leonard Hoffman, um famoso empresário que abandonou sua brilhante carreira para se tornar monge em um mosteiro beneditino, é o personagem central desta envolvente história criada por James C. Hunter para ensinar de forma clara e agradável os princípios fundamentais dos verdadeiros líderes.

O que John esperava ser uma semana de conversa sobre negócios com Len Hoffman (o monge), torna-se um encontro de reflexões de como ser uma pessoa melhor.

É também uma narrativa sobre crescimento pessoal e liderança que, mediante a disposição de encarar maiores desafios em suas vidas e serem transformados por essas experiências, tornam-se grandes líderes.





Atual interesse: Raquel de Queiroz

23 05 2010

Nunca é tarde para aprender! Quem já não ouviu isso de alguém mais velho? Por diversas vezes, eu já ouvi. Sempre dita como um pedido de desculpas por aquele que se envergonha de sua ignorância.

É curioso perceber que nos tempos de hoje, da era da sociedade da informação, a ignorância tornou-se um pecado, passível de exclusão, até. Não aprovo a passividade. Mas gosto do desafio de conhecer, principalmente quando o interesse não é desestimulado pela pressão da necessidade, da urgência.

Por causa de um trabalho a que me voluntariei partipar, vou conhecer Rachel de Queiroz. E assim que “minhas conversas” com os escritos da autora estiverem avançados, retorno para dar notícias.

No mais, a vida corre bem. Preferia, no entanto, que caminhasse.

Abraços aos leitores,

Renata.








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