Não existe palavra capaz de dar conta de toda alegria que sinto por ter podido tornar real a idéia do Sarau da Casa Verde. Muitos podem não compreender o motivo de tanto contentamento. Faço questão de explicar pois é uma excelente oportunidade de compartilhar algumas coisas que tenho experimentado.
Começo pelo sentimento de insatisfação. Sim, há algum tempo me coloquei no banco. Pedi férias ao patrão celestial – como se isso fosse possível. Dentre a insatisfação de estar à frente de atividades com o propósito de cumprir agenda ou movida pelo sentimento de culpa, fiz muita coisa mal feita. Faz bastante tempo que tenho a consciência de que retenho o melhor de mim pra Deus. Que droga o sentimento de boicote ao reino! Mas é recente o incômodo. Graças a Deus que ele surgiu! Ao olhar pra mim mesma, hoje, sou capaz de reconhecer meu potencial criativo. E fico pasma por tê-lo explorado tão superficialmente. Sem me autoflagelar por isso – finalmente!!! – tenho matutado sobre como posso exercer uma boa mordomia de tudo que o Pai tem me concedido. E com isso, tenho buscado perceber minhas habilidades e desenvolver potencialidades. Aconselho a todos seguir nesta viagem pra dentro de si, de vez em quando.
Desejo descobrir a mim mesma. Sempre explorar mais dos meus limites. Crescer com as circunstâncias. Trabalhar com pessoas não é fácil e disto todos sabemos. A diferença em vez de nos aproximar, nos afasta. E é lindo ver Deus agindo através da diferença. Tenho alguma facilidade para planejar, organizar, lidar com problemas, pensar em soluções, desde que não esteja relacionado à cozinha ou à decoração! hehehe… E quando conhecemos a nós mesmos e respeitamos nossos limites, somos capazes de enxergar a potencialidade dos outros. E, com isto percebo a Igreja como corpo. O que eu não sei, há irmãos com quem posso contar. E pude contar com os braços, com as idéias, com a disposição de muitos irmãos, que me abençoaram tanto que nem imaginam!
E acho que vcs irão concordar comigo… A dependência está estreitamente a tudo isso. Dependi de Deus em muitos momentos para que operasse o impossível, para que agisse a partir dos meus limites. Dependi de dEle pra providenciar trasportes, alimentos, tempo estável, e para levar os nossos convidados. E fui surpreendida com mais de 50 pessoas circulando pela casa! Fui surpreendida com os elogios, com os convites, com as palavras de incentivo e de motivação. Acreditem: elas fizeram efeito!!! E só contribuíram para aflorar a vontade de criar mais!
Não poderia terminar este comentário sem agradecer, primeiramente, a Cissa, minha amiga doida. Sim, ela é doida! E pq? Pq decidi fazer o Sarau no final do mês passado, enquanto terminávamos os preparativos da Festa da Roça.
E quando comuniquei que faríamos (não foi um convite! hehehe), de pronto, ela topou encarar o desafio. E, apesar de alguns estresses no caminho, tenho certeza de que ela se divertiu tanto quanto eu. Muito grata, querida, por me ajudar neste primeiro Sarau! Obrigada por se disponibilizar, mesmo com tantas responsabilidades. Valeu, chefa (ela é presidente da Federação de UMP – PGNB e agora presidente da Sinodal Rio) por apoiar a Secretaria de Evangelismo.
Agradeço, tb, a todos os amigos que compareceram e a todos da Casa Verde, até então conhecida como Igreja presbiteriana da Abolição, por terem me apoiado. Sem vocês na retaguarda, na cozinha, na arrumação, na limpeza, e com as doações, o Sarau não teria acontecido.
Gratidão. É outro sentimento que tenho aprendido a experimentar.