Intervenção Web Radio!

6 12 2009

Quer conhecer mais?

Dá uma olhada no Fotolog e no site !

Bjos,

E vamos, Flamengo!!!!!





Virá

30 11 2009





Aos arquivistas de plantão:

28 11 2009

A Escola de Arquivologia e o Departamento de Estudos e Processos Arquivísticos da UNIRIO convidam para a palestra do Professor Dr. ARMANDO MALHEIRO DA SILVA – Universidade do Porto – Portugal:

DOS ARQUIVOS AOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO PESSOAL E FAMILIAR

Data: 1º de dezembro de 2009
Horário: 18h30
Local: Auditório Paulo Freire – CCH
UNIRIO – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
Av. Pasteur, 458 – Praia Vermelha – Rio de Janeiro

(Entrada franca e sem necessidade de inscrições)

Resumo
Há dez anos atrás era publicado o vol 1 de Arquivística: teoria e prática de uma ciência da informação (Porto: Edições Afrontamento, 1999; autores Armando Malheiro da Silva; Fernanda Ribeiro; Júlio Ramos; e Manuel Luís Real) que constitui um primeiro passo, provocador e estimulante, de uma caminhada que em plena Era da Informação e de transformações aceleradas nos mais diversos sectores de actividade social e humana tem confirmado e melhorado as propostas essenciais formuladas nessa obra ainda incompleta.

Uma das propostas mais salientes consiste em sugerir que pensemos e trabalhemos a informação produzida, acumulada e reproduzida num determinado contexto orgânico como um sistema, ou seja, como uma totalidade constituída pela interação dinâmica de partes aparente ou materialmente diferentes, mas substancialmente entrelaçadas por um denominador comum. O modelo sistémico, derivado da respectiva teoria, emergia com contornos de aplicação ao universo muito fechado dos arquivos, dentro do paradigma custodial, patrimonialista e historicista que formatou os seus profissionais e implicava, entre outros aspectos, a possibilidade de integrar os mais diversos tipos de documentos e tipos informacionais, não importa o material, a técnica de registo ou o código signico ou simbólico usado na representação de ideias, emoções e factos.

Pretende-se, pois, contrapor à concepção arquivistica clássica e positivista o Modelo Sistémico para Informação Activa e Permanente Pessoal e Familiar, explicado e aplicado na prática a partir do Método Quadripolar (lançado, também, há dez anos)

Serão apresentados casos e situações especificas que melhor ilustrem as diferenças dos modelos em confronto.

Sérgio Albite

Fonte: ENARA





Se a situação está ruim, ainda há esperanças!

17 11 2009

Portanto, não desista!






A construção da memória nos arquivos pessoais*

16 11 2009

A seleção empreendida pelos próprios acumuladores em seus acervos pessoais está diretamente ligada à memória que o indivíduo deseja construir de si, de sua trajetória pessoal. Este processo de acumulação de documentos pode estar relacionado a um projeto claramente estabelecido por seu titular, que interfere de maneira a conformar seu acervo àquele objetivo, ou a outros de acordo com as alterações de interesses no curso de sua vida pública ou privada.

Quando o acervo é doado a uma instituição de memória e torna-se acessível aos pesquisadores é possível que lhes transmitam a sensação, ilusória, de que a documentação disponível não tenha sofrido qualquer mediação, e reflita a memória de uma realidade tal como fora vivenciada.

O investigador atento deve questionar-se sobre a constituição do fundo pesquisador, sua trajetória até a instituição visitada, tomar ciência sobre o fracionamento do acervo, localizar as outras partes que o constituem para não incorrer no erro de considerar apenas uma parcela pelo todo.

Tal fracionamento, muitas vezes de responsabilidade dos herdeiros do titular, é prejudicial para inteligibilidade do fundo, visto que tem sua ordem original rompida, silenciando informações úteis ao pesquisador, como, por exemplo, a sua lógica de acumulação.

Outro tipo de interferência que também realizam é a seleção e exclusão de documentos em prol de uma reconstrução da memória de seus ancestrais, conferindo novo sentido à trajetória pessoal do titular.
Para além do que já foi dito sobre o impacto da seleção dos próprios acumuladores e mesmo de seus herdeiros, o pesquisador deve estar ciente de mais um fator que pode interferir sobre os rumos de sua investigação: o trabalho do arquivista.

Ainda que sob normas de descrição e sob metodologia transparente e consequente de trabalho, o arquivista é, também, responsável por legitimar o caráter monumental de determinadas memórias construídas – tanto por ser profissional a quem cabe a preservação da memória, como por ser detentor de conhecimento técnico e científico para o devivo tratamento documental.

Consciente de sua ação, o arquivista define quais os documentos podem ou não se tornar fontes históricas e, ainda, as tornam acessíveis ao pesquisador. O acesso só é possível após seu trabalho de inventário e descrição, em cujo processo de execução confere prioridades para tratamento de acervos e privilegia dossiês para serem descritos, de acordo com parâmetros explicitados e documentados.

Diante de tudo o que fora exposto, ressaltamos que o investigador não pode, ou melhor, não deve debruçar-se sobre seus documentos sem antes atentar para a cultura do conjunto em que estão contidos, muitos vezes, capazes de estimular questionamentos reveladores simplesmente através de ausências detectadas nos corpus documentais.

*O texto acima é reprodução integral de uma dissertação realizada para a cadeira de Arranjo e Descrição Arquivística, oferecida pela UNIRIO, em novembro de 2009.